Saúde Mental: Prioridade, não opção
Por: Fernandes Manuel, Ph.D. | Portal Psicologia 24 Horas Tempo de leitura: ~5 minutos Num país onde o sofrimento psicológico cresce em silêncio, o psicólogo clínico forense Fernandes Manuel, Ph.D., lança um alerta que não pode ser ignorado: a saúde mental deixou de ser um tema de especialistas para se tornar uma questão de sobrevivência colectiva. Segundo o especialista, ignorar a saúde mental nas políticas públicas é comprometer o futuro de toda uma sociedade e os custos dessa negligência já se fazem sentir no dia a dia, das famílias às empresas, das escolas às instituições. Entre estresse crónico, conflitos familiares, absentismo laboral e perda de sentido de vida, os dados são claros: a saúde mental não é um luxo. É a base de tudo.
Fernandes Manuel, Ph.D., psicólogo clínico forense, consultor e formador, defende que a saúde mental deve deixar de ser encarada como um tema secundário e passar a ocupar uma posição estruturante nas políticas públicas, sob pena de comprometer o desenvolvimento sustentável e a coesão social.
Segundo o especialista, a saúde mental deve estar no centro das políticas públicas, das instituições e da vida quotidiana, uma vez que não se trata de uma preocupação exclusiva de especialistas, mas sim de uma questão transversal com impacto directo na saúde física, na produtividade, nas relações humanas e na estabilidade social.
Fernandes Manuel sublinha ainda que o sofrimento psicológico deixou de ser uma excepção para se tornar uma presença silenciosa no quotidiano de muitas pessoas, colocando em evidência os elevados custos e as consequências profundas desta realidade.
Entre estes impactos, destacam-se o agravamento de doenças físicas, o estresse crónico associado a condições como hipertensão, acidentes vasculares cerebrais, insónias e depressão, podendo, em casos extremos, conduzir à morte precoce.
A estes efeitos somam-se ainda conflitos familiares, absentismo laboral, comportamentos de risco e uma crescente perda de sentido de vida.
Neste contexto, o especialista reforça que a saúde mental não deve ser vista como um luxo ou fraqueza mas sim como a base essencial do bem-estar individual e coletivo.